Câncer do fígado

O câncer primário do fígado, chamado de hepatocarcinoma ou carcinoma hepatocelular, é um dos tumores de importância crescente em todo mundo.

Contrariamente àquilo que se observa para a maioria dos demais tumores sólidos, o câncer de fígado tem crescido em frequência em todo o mundo e provavelmente se tornará uma das principais causas de morte em decorrência de câncer em todo o planeta.

O principal fator de risco para o desenvolvimento deste tumor é a presença de cirrose hepática. As infecções pelos vírus das hepatites B e C não apenas aumentam o risco do desenvolvimento da cirrose como também predispõe ao risco de desenvolvimento deste tumor. Embora entre os indivíduos com câncer do fígado decorrente da hepatite C a cirrose esteja presente na esmagadora maioria das vezes, o mesmo não ocorre nos portadores de hepatite B. Pacientes com hepatite B crônica podem desenvolver o tumor do fígado mesmo sem terem cirrose.

Outros fatores de risco incluem o sexo masculino, o uso de medicações específicas, o uso de hormônios anabolizantes, a ingestão de alimentos contamidados com aflatoxina, uma toxina produzida por um fungo que pode ser encontrada principalmente em cereais armazenados, entre outros muitos fatores de risco.

Para o seu diagnóstico, indivíduos com fatores de risco devem ser submetidos periodicamente à realização de exames laboratoriais e de imagem, sendo a ultrassonografia a modalidade mais recomendada, pois é relativamente barato, amplamente disponível e não envolve os riscos inerentes à exposição à radiação de exames como a tomografia computadorizada. Na maioria das vezes o câncer do fígado é identificado sob a forma de nódulos no fígado. O ultrassom, no entanto, é considerado um exame de triagem e, quando identificados nódulos suspeitos, são necessários outros exames, que podem ser a tomografia computadorizada, a ressonância magnética e, eventualmente, a biópsia dirigida do nódulo.

Para o tratamento do câncer de fígado, um grande número de procedimentos pouco invasivos são possíveis, bem como cirurgias para retirar a parte do fígado comprometida, o transplante de fígado, que remove todo o órgão e também o tumor, além de tratamento quimioterápico. A escolha do tratamento apropriado depende de uma série de características do paciente e de seu tumor. É importante que os indivíduos sejam avaliados por gastroenterologistas ou hepatologistas experientes na condução destes casos para o melhor resultado do tratamento.

Fonte: Sociedade de Gastroenterologia de São Paulo

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